Camarão ao molho de queijo

Hoje, passei no horti-fruti para pensar em algo para o jantar e vi na peixaria uma bandeja de camarões médios implorando para que eu fizesse algo com eles.

Como eu sei que a Carlinha gosta de camarões, comecei a pensar em algo novo, usando basicamente o que eu já tinha em casa.

Saiu a receita abaixo, para a qual eu só comprei a mais a mussarela ralada, que convenhamos, só é trivial para quem é dono de pizzaria.

Antes de começar, uma informação importante. Embora eu tenha dado este nome à receita, o queijo entra apenas para dar um toque e quebrar um pouco o gosto do creme de leite. O sabor predominante é o do camarão, em um ótimo molho cremoso.

E lembrem-se: todas as minhas receitas são escritas para leigos. Os mais experimentados na cozinha devem ignorar o óbvio.

Ah, esta foto não é ilustrativa. Ela foi tirada segundos antes de atacarmos os camarões em casa, na data de publicação deste post.

Vamos a eles.

Ingredientes
- 400g de camarões descascados médios ou grandes. Não use os muito pequenos, pois vão “sumir” no refogado. Se você comprar camarões com casca, recomendo que aumente para uns 500g a 600g, pois deve reduzir para a quantidade correta quando descascados e limpos.
- 1 cebola média, picada em cubinhos.
- 1 pimentão médio, picado em cubinhos.
- 1 tomate médio, picado em cubinhos.
- 200g (1 caixinha) de creme de leite. Se você só tiver em lata, use apenas dois terços, senão o gosto e o perfume vão ficar muito lácteos.
- 100g de mussarela ralada, igual à que se usa para montar pizzas. Se você não encontrar, pode passar um pedaço em um processador, ou mesmo picar em cubinhos.
- Sal.
- Azeite de boa qualidade. Não use óleo.
- 1 colher de café de pimenta-do-reino.
- Noz-moscada, de preferência inteira, para ralar sobre a panela. Ou 1 colher de café da versão moída.
- 1 colher de café de gengibre em pó. Mas você pode usar gengibre de verdade, um único pedaço pequeno, sem casca, para deixar ferver apenas. Retire na hora de servir.
- Opcional: duas “derramadas” de Tabasco tradicional.

Preparo
- Em uma panela larga e de boa altura, refogue em fogo médio toda a cebola com o azeite. Como parâmetro, o azeite deve se espalhar por todo o fundo da panela, mas não deve ser excessivo. Refogue a cebola apenas para que fiquem levemente transparentes. De forma alguma deixe-as queimar.
- Lave os camarões, escorra-os um pouco e adicione-os ao refogado. Misture bem.
- Adicione 1 colher de café bem rasa de sal (equivale a uma ou duas pitadas). Ao final da receita, será possível acertar o sal, já no molho.
- Adicione a pimenta-do-reino.
- Adicione o gengibre.
- Adicione o Tabasco, se desejar.
- Quando os camarões estiverem pegando a cor de cozidos, adicione o pimentão. Misture bem. Deixe cozinhar por um minuto.
- Adicione o tomate e misture bem.
- Mexa com frequência enquanto se reduz o caldo saído dos camarões e do tomate. O caldo não deve sumir, apenas rebaixar.
- Quando o caldo reduzir, adicione o creme de leite. Misture bem.
- Com o ralador fino, rale a noz moscada sobre o molho, em quantidade suficiente para que o perfume suba (cerca de uma colher de café rasa). Misture novamente.
- Adicione a mussarela ralada e misture muito bem.
- Note que nunca tampamos a panela nesta receita.
- Deixe cozinhar por mais alguns minutos, mexendo eventualmente.
- Prove um camarão com o pouco do molho, acerte o sal e está pronto.

Sirva com arroz branco.
Este prato harmoniza com um bom vinho branco seco, ou mesmo com um rosé seco.

Aguardo seus comentários.
Grande abraço.
Miro.

Deixe um comentário 24 de março de 2012

Receita de Sangria

Estive com a Carlinha há algum tempo em um restaurante português da nossa vizinhança chamado Ora Pois. Lá, tomamos uma sangria da tradição portuguesa, contendo cítricos cortados em rodelas, além do tradicional vinho tinto de mesa e da soda limonada.

Lembrando desse dia, arrisquei fazer uma sangria em casa neste sabadão extraordinariamente quente — eu adoro o calor!

Lembrei de outras sangrias que já tomei, contendo frutas cortadas em cubos e arrisquei um receita híbrida, tentando não seguir esta ou aquela tradição, desatando as referências — daí o nome da receita –, a qual transcrevo abaixo. Espero que gostem, ficou ótima! Ouso dizer que ficou melhor que a do Ora Pois.

Sangria Desatada

- Uma garrafa de vinho tinto de boa procedência — usaremos meia garrafa. E pelamordeDeus, não use vinho vagabundo, isso é lenda urbana; boa sangria pede bom vinho. Usei um jovem chileno, Concha y Toro, Reservado, Cabernet Sauvignon. Costuma custar menos de R$20 em qualquer supermercado.
- 500 ml de soda limonada, tanto faz se normal ou diet.
- Duas laranjas-pêra.
- Uma maçã Fuji.
- Uma dúzia de uvas, à sua escolha. Item opcional, ajuda mais na textura que no sabor.

Preparo
- Pique uma das laranjas, sem a casca e a parte branca, e coloque em uma jarra que comporte 2 litros. Há uma técnica que facilita este passo: corte a laranja em quatro partes, no sentido vertical. Em seguida, pressione as pontas de cada pedaço, tentando descolar a polpa da casca. Este procedimento permite a você ir passando os dedos por baixo da polpa nos dois sentidos, até que eles se encontrem no meio. A casca sai inteira, levando com ela a parte branca. Após isso, é só picar em pedaços pequenos.
Obs.: é importante picar a laranja primeiro, porque a maçã precisará do fator antioxidante do suco da laranja para não escurecer.
- Descasque e pique a maçã em cubos bem pequenos. Transfira para a jarra e misture com os pedaços de laranja.
- Cortes as uvas ao meio, retire as sementes e corte-as novamente em pedaços pequenos. Eu cortei cada uva em oito pedaços — duas vezes na vertical e uma na horizontal. Transfira para a jarra.
- Coloque na jarra 8 a 10 cubos de gelo.
- Despeje na jarra metade da garrafa de vinho. Mexa tudo.
- Despeje meio litro de soda limonada e mexa novamente.
- Corte a outra laranja em rodelas, com a casca. Coloque com cuidado na jarra, que a esta altura estará quase cheia.
- Prove e complemente com mais um pouco de soda limonada, a seu gosto. Também vale complementar o gelo.

Agora é só servir em copo de vinho tinto. Não esqueça de colocar colheres de café à disposição dos convidados, para ajudar a comer as frutas. Faz parte da brincadeira.

Abraços a todos.
Miro.

Deixe um comentário 4 de fevereiro de 2012

… e são só três caras!

Ontem, depois de oito anos de espera a banda canadense Rush fez um novo show no Brasil. Confesso que eu não percebi esse tempo passar. É como se eles tivessem vindo a apenas dois ou três anos. Em 2002, lembro de estar com a grana curta e, por isso, comprei um par de ingressos para a arquibancada azul do Morumbi — um dos setores mais baratos na época. Mesmo com uma espécie de eco irritante, culpa da péssima acústica do estádio nas arquibancadas cobertas, naquele dia o Rush conquistou uma nova fã: a minha Carlinha. Desde então, somos uma dupla movida ao som do melhor trio do planeta. Virou nossa trilha sonora. E com mais de 300 músicas, em uma carreira de quatro décadas — ou quase isso, se contarmos pela data do primeiro disco, em 1974 –, não tem como se se cansar deles.

Voltando ao presente, no show de ontem, no mesmo Morumbi, nossa situação estava um pouco diferente. Pudemos nos dar ao luxo de comprar um par de ingressos da Pista Premium, a área especial logo à frente do palco. Nunca gastei meu suado dinheirinho tão bem quanto nestes ingressos. Ver bem de perto Alex Lifeson destruindo na guitarra e fazendo caretas engraçadas, Geddy Lee fazendo coisas inacreditáveis em sua quase simbiose com o baixo e, por último, o meu ídolo — como músico e como pessoa — Neil Peart, despejando sua arte sobre a multidão, não tem preço!

Em uma produção de palco ligada ao tema da turnê Time Machine, mais uma vez eles surpreenderam com vídeos de animação interligados às performances, todos com design excepcional, como já é marca registrada da banda. Uma espécie de aranha robótica dava um show à parte na iluminação sobre o palco. Espetacular!

Em um setlist que contemplava um belo apanhado de antigas e novas, além das sete músicas do disco Moving Pictures, de 1981, eu poderia passar horas descrevendo as sensações e prazeres que me acometiam a cada nota que me atingia, mas vou me ater às duas primeiras do disco: Tom Sawyer — uma clássica para o público brasileiro — e Red Barchetta. Claro que vou puxar a sardinha: enquanto na primeira Neil Peart destruía tambores e pratos, na segunda ele quase acariciava as peles. E em todas meu coração batia em uníssono, ora por conta própria, ora ajudado pelas vibrações que atravessavam o meu peito.

Existe um índice, criado na Índia — sempre a Índia, lar da felicidade e da paz interna — , chamado FIB, Felicidade Interna Bruta. Este índice, que varia de zero a um, pretende dar uma ideia de quanto você está perto da felicidade, pela análise de nove indicadores. Meu FIB antes do show era de 0,71. Após, aumentou para 0,78.

Obrigado Neil, Geddy e Alex. Vocês trouxeram mais felicidade para uma legião de fãs brasileiros, que estavam com quase uma década de saudades acumuladas, e que torcem para que a próxima vinda seja em breve. Sei que vocês não me conhecem e que jamais lerão este post, mas saibam que amamos vocês, pois não é possível não amar aqueles que nos levam à felicidade.

Vou passar semanas sentindo os efeitos desse show, meses tentando migrar memórias de curta duração para as áreas mais permanentes do cérebro e anos planejando uma forma de encontrá-los novamente — quem sabe consigo casar uma viagem de férias com um show deles em terra nativa?

Ah… e são só três caras!

Direitos das fotos: Miro Leite – 2010

3 Comentários 9 de outubro de 2010

Torta de Repolho – A delícia fácil de fazer que aceita qualquer recheio

Um colega de trabalho (valeu Rubão) me emprestou um livro de receitas da década de 80 — acho –, encadernado com espiral, chamado Receitas da Mama. É uma compilação bem na linha das Receitas União, mas com explicações curtinhas, resumidas. Embora conte com receitas bem simples, ele não é um livro para iniciantes, pois faltam detalhes como tempos de cozimento e temperaturas de forno, por exemplo.

Folheando a parte de tortas, me deparei com uma inusitada Torta de Repolho. Basicamente, uma torta simples de executar, com temperos comuns e legumes picados, incluindo uma quantidade farta de repolho. Parecia interessante, embora não contasse com nenhum tipo de recheio em especial.

Pois bem. Dei uma redimensionada nas quantidades, estimei o tempo de forno e a temperatura, e adicionei um recheio que achei que combinaria: camarões refogados. O resultado é a receita abaixo.

Obs.: pelo sabor final da torta, não tenho dúvidas de que qualquer outro recheio vá combinar bem com ela, como carne moída, atum, presunto, peito de peru, presunto de parma, entre outros à sua escolha.

Abraços a todos,
Miro.


Torta de Repolho
Receita adaptada por Miro Leite em 30/jul/2010, com base na original do livro Receitas da Mama.

Serve 3 a 4 pessoas

Ingredientes:
- 250g a 300g de repolho branco cortado fino (pode ser uma dessas bandejas prontas, de supermercado);
- 1 cebola média bem picada;
- 3 tomates médios sem sementes e picados;
- 3 ovos inteiros;
- 10 a 12 azeitonas verdes sem caroço e picadas;
- 200g de queijo ralado (parmesão comum, desses de envelope);
- 3 dentes de alho amassados e picados (pode-se utilizar 3 colheres de café de alho processado ou desidratado);
- 1 colher de sobremesa rasa de orégano desidratado;
- Salsinha picada, a gosto;
- 1 xícara de chá (equivalente a 240ml) de farinha de trigo SEM fermento;
- 1 colher de sobremesa rasa de fermento em pó;
- Pimenta-do-reino a gosto (eu usei cerca de uma colher de café rasa);
- Sal a gosto (eu usei cerca de uma colher de chá rasa);

Opcional – algo para o recheio: eu usei uma bandeja de camarões congelados, que refoguei no azeite com alho, cebola e uma pitada de sal, mas também pode ser peito de peru, presunto de parma, carne moída, atum, ou qualquer coisa que sua criatividade mandar!

Preparo:
- Pré-aqueça o forno por 10 minutos no médio-baixo (cerca de 200ºC).

- Unte uma forma (usei um redonda de teflon) com manteiga, ou margarina.

- Misture todos os ingredientes.

- Espalhe na forma e leve à prateleira de cima do forno por 40 minutos.

- Espete um palito de dentes na massa e veja se ele sai limpo. Se vier qualquer coisa grudada, deixe no forno por mais cinco minutos e volte a testar, até que saia limpo.

- Sirva quente!

É isso. Se tiverem dúvidas, basta comentar este post, no formulário abaixo.
Abraços a todos!
Miro.

1 Comentário 2 de agosto de 2010

Receita de Moela na Panela de Pressão

Ma, minha sogra — que detesta ser chamada de sogra; portanto, daqui pra frente, apenas Ma (de Marlene) –, tem um sério problema de auto-estima quanto aos seus dotes culinários. Culpa do excesso de preciosismo e de uma quase total ausência de paladar do Fernandão, meu sogrão. Bom, claro que ele não é tão ‘mala’ assim, mas ele decididamente merece esse puxão de orelha.

Manias familiares à parte, ela é uma cozinheira de mão cheia! Para vocês terem uma idéia, naquelas rodas de amigos que sempre detonam as sogras, eu costumo sorrir, olhar para o infinito e me referir a ela com uma frase direta: “Ela me alimenta!”. Quem me conhece sabe o quanto eu gosto de gastronomia e consegue perceber o “valor” embutido nesta frase.

Uma boa dúzia de suas receitas são comumente citadas pela minha Carlinha como uma “memória de infância”. Uma delas é a Moela na Panela de Pressão, que peguei por telefone, tal a simplicidade, e que tem aquele sabor de comidinha de casa, mas com um toque especial que é o pulo do gato, que ela sabe dar como ninguém. Por exemplo, não é tão comum uma receita de panela conter uma colher de sopa de orégano. Esta é a genialidade que somente alguém com experiência e um paladar apurado consegue ter.

Pois bem, vamos à receita…


Moela na Panela de Pressão
Receita reescrita por Miro Leite, com base na original de Marlene Recupero Alves.

Serve 4 pessoas

Ingredientes:
- 1 Kg de moela de frango;
- 1 cebola média;
- 5 colheres de sopa de molho de tomate (qualquer um; pode ser temperado mesmo);
- 1 colher de sopa rasa de orégano desidratado;
- 1 caldo de galinha (desculpem por citar marca, mas fica mais no ponto de sal com Caldo Maggi);
- Pimenta-do-reino a gosto (eu uso cerca de meia colher de café);
- Sal para acertar o ponto no final, se precisar;
- 80 a 100ml de azeite de oliva simples, para o refogado (aprox. meia xícara).
Dica: evite usar azeite extra-virgem em culinária de forno e fogão, porque é desperdício; utilize-o apenas para finalizar pratos, pois conservam-se melhor suas propriedades e benefícios.

Preparo:
- Se a moela não tiver sido limpa, remova com as mãos as películas fibrosas e amareladas (ou em tons de marrom) que ficam na parte de trás de cada uma. Se não houver nada com essas características, é porque já vieram limpas. Acredite: você reconhecerá esta película com facilidade, se ela estiver lá.
Eu também costumo “raspar” o excesso de gordura com uma faquinha afiada, mas você pode deixar, caso queira.

- Pique a cebola em pedaços não tão pequenos e refogue-a, em fogo médio, com todo o azeite direto na panela de pressão, até que esteja meio transparente e levemente dourada. Atenção para não deixá-la queimar.

- Adicione as moelas e refogue-as com a cebola, mexendo eventualmente, até que fiquem levemente marrons.

- Acrescente os outros ingredientes (molho de tomate, pimenta-do-reino, caldo de galinha e orégano).

- Adicione água filtrada até a metade da altura das moelas na panela e tampe-a.

- Ainda em fogo médio, aguarde o início da pressão e marque 25 minutos de cozimento.

- Desligue o fogo e libere adequadamente a válvula de pressão, até que todo o vapor saia (desculpem pela dica meio básica, mas com segurança não se brinca; e muitos leitores deste blog, boa parte amigos meus, são iniciantes na cozinha). Somente ao final da liberação de vapor, retire a tampa da panela.

- Sem a tampa, volte a ligar em fogo médio e deixe alguns minutos, mexendo com frequencia, para reduzir os líquidos a um caldo grosso.

- Nesse meio tempo, prove uma moela e verifique se precisa de uma pitada de sal.

Basta servir com arroz branco e, se quiser, uma salada verde.

Dica final: se quiser incrementar o prato, acrescente lá no início, antes de fechar a panela, duas batatas descascadas e cortadas em pedaços médios, mas neste caso, vale adicionar uma pitada de sal para complementar o caldo de galinha.

É isso. Se tiverem dúvidas, basta comentar este post, no formulário aí abaixo.
Abraços a todos!
Miro.

36 Comentários 16 de fevereiro de 2010

Consulado da Bahia, a nova delícia de Pinheiros

Conforme prometi, segue o parecer sobre o Consulado da Bahia, o novo bar da esquina das ruas Mateus Grou e dos Pinheiros, em frente ao El Kabong Grill. Mas antes de começar, lembro que minha mãe é baiana e que tenho algum conhecimento de causa. :)

Com uma decoração alegre e caprichada, mas sem exageros, o Consulado da Bahia é um local aconchegante, bem melhor que o ambiente escuro do anterior Mateus Bar. As mesas da calçada foram mantidas, mas recomendo pegar uma mesa no ambiente interno na primeira vez, para enriquecer a experiência.

O cardápio é recheado de opções da culinária baiana, tanto nos petiscos quanto nos pratos. Desta vez, pedimos três petiscos diferentes, conforme abaixo:

- um acarajé grande individual, acompanhado de tudo o que você precisa para montar o seu, direto na mesa (camarões, vinagrete, etc). Fez falta uma pimenta baiana de verdade, para fazer o tal “acarajé quente!” (deu pra sacar que sou fã de pimenta?), mas uma pimenta pernambucana de vidrinho quebrou o galho. Também poderiam ter feito o bolinho de base – feito de feijão fradinho e frito em azeite de dendê – um pouco menos gordinho, pois a “massaroca” ficou superior à quantidade de complementos na hora de comer. Mas vale pela experiência e pelo sabor. Vou repetir em breve!

- uma porção de lula à dorê (e outra de batatas fritas, obviamente), porque o Vitor, meu filhote de dois anos, gosta. Mas a lula estava meio borrachuda, embora o sabor estivesse ok. As fritas estavam sequinhas e deliciosas.

- uma porção de carne de sol acebolada, acompanhada de farofa de verdade, vinagrete bem feito e de uma espetacular porção de aipim (mandioca frita) coberta por manteiga de garrafa! A carne estava tão macia que chegamos a ficar em dúvida se não havíamos recebido uma porção de filé por engano. Esta porção serve duas pessoas na boa e já entrou na nossa lista de prediletos.

O preço segue a média das casas da região. Não é barato, mas também não chega a machucar o bolso. Seu estômago e seu cérebro merecem esse agradinho.

Em resumo, podemos marcar o próximo encontro da turma lá, porque vale muito a pena.

É isso. Abraços a todos.
Miro.

4 Comentários 24 de janeiro de 2010

Bebê Diário, um pequeno registro dos primeiros momentos do Vitor

Pessoal,
Quando ficamos grávidos do Vitor, na virada de 2006 para 2007, eu tentei fazer uma espécie de log semanal, que foi virando mensal, que depois ficou totalmente esporádico. Mesmo assim, saiu um pequeno registro daquela época, que eu gostaria de compartilhar com vocês.

Não estranhem a forma de escrita, pois não foi criado com a intenção de se mostrar para alguém.

Beijos a todos,
Miro.


02/jan/2007
14h10
Primeiro dia de trabalho após 20 dias de férias. O relógio do Windows XP, na minha estação de trabalho no CTO do Itaú, marcava exatamente 14h10 quando o telefone tocou. Era a Carlinha. Ela havia acabado de refazer o teste caseiro de gravidez e desta vez deu positivo! Fiquei meio bobão por algumas horas. Depois pensei quando deve ter sido o dia mais provável do “Rock’n'Roll” que deu certo. Acho que foi entre os dias 15 e 18/dez/2006, pouco antes da minha viagem para Belém, no Natal, e que me deixou uma semana longe da Carlinha.

15h00 (mais ou menos)
Chamei o Beto e o Ernesto para tomar um café. Enquanto conversávamos na salinha de café, meus pensamentos se misturavam e eu comecei a lembrar de algumas coisas que eu tinha planejado para este momento e que agora eu estava dicidido a retomar. Vou voltar a estudar violão. Antes do nascimento eu vou saber tocar algumas músicas de ninar. Também vou estudar Metodologia Científica e me empenhar mais no meu projeto PInt. Isto pode ser a garantia de ter mais tempo para acompanhar o crescimento do(a) pimpolha(a), já que pode me oferecer um formato de trabalho mais flexível (aulas, palestras e consultorias).

04/jan/2007
17h30
Encontrei com a Carlinha no consultório do Dr. Jorge Antonio Salomão (Dr. Salomão) onde pegamos a requisição para fazer um exame de gravidez.

18h30
Aproveitamos que nosso caminho de volta pra casa era pela Av. Brasil e já paramos no laboratório Delboni Auriemo para fazer o exame, que não demandava jejum e podia ser feito até às 19hs.

20h00
Com a casa ainda cheia de caixas da mudança, sentamos na mesa da sala com um livro de nomes de bebês, que peguei na biblioteca do Itaú, e começamos a pensar em qual usaríamos, nos dois casos. A lista ficou pequena, pois o livro era bem fraco: Luiza ou Luana para menina e André para menino. Ficamos de comprar um livro melhor e recomeçar depois.

05/jan/2007
9h30
Peguei pela internet o resultado do exame de “Dosagem de Beta HCG” da Carlinha, que deu resultado 1.557,0 mUI/mL, que significa estar de 2 a 3 semanas de gravidez (100 a 5.000 mUI/mL). ESTAMOS GRÁVIDOS!!!!!!

10h00
A Carlinha recebeu o eMail que mandei pra ela às 9h30 (pois ela não estava na mesa para atender ao telefone) e ela me ligou de volta às 10hs. Comemoramos e ela ficou de ligar para os pais. Para a minha família eu pretendia avisar por WebCam mais tarde.

10h30
Eu havia trazido cerca de 70 bombons de cupuaçu de Belém, especialmente para este dia. E é claro que eu trouxe para o Banco (se o resultado fosse negativo, eu levava de volta pra casa). Deixei na minha mesa e avisei as secretárias, que providenciaram enfeites com balões coloridos e imagens de bebês capturadas na Internet. Um amigo (o PP) tirou uma foto minha com um capacete da CIPA enfiado embaixo da camisa. Imprimimos esta imagem do Miro Grávido e também penduramos nos enfeites. Muitas pessoas da superintendência vieram me cumprimentar e levaram um bombom de cupuaçu. Ao final, sobraram apenas quatro.

06/jan/2007
7h00
Fomos novamente ao laboratório, desta vez para a Carlinha fazer um ultra-som.

11h00
Passamos no laboratório para pegar o resultado e já fomos direto ao Dr. Salomão. Ele não foi muito otimista, dizendo que, pelo ultra-som, não havia se desenvolvido um tal de “saco embrionário” ou algo assim. Seria necessário esperar 15 dias para renovar todos os exames e confirmar se um embrião realmente surgiria. Nós ficamos apreensivos e a Carlinha ficou bem desanimada.

08/jan/2007
14h05
Comprei hoje pelo site da Fnac dois livros para ajudar na gravidez: “Grávida e Bela” (R$44,10 – Editora Senac) e “Bebê a Bordo” (R$16,10 – Matrix Editora).

(Não lembro o dia; vou tentar buscar a data do DVD que nos foi entregue)
19h00 No Delboni nós ouvimos pela primeira vez o coraçãozinho do Baby. Acho que nunca vou esquecer aquele som. Ele (o bebê, não o coração) tem quatro milímetros agora e aparenta estar tudo bem.

Beeeeemmmm atrasado, lanço um novo registro:
23/out/2007
11h09
O Vitor já está com quase dois meses de vida (completará em 28 de outubro) e está muito fofo, com bochechas fofinhas e está aprendendo a dar risadinhas, embora não saiba muito bem para que serve isso. Ele ri quando se sente muito bem. Estou apaixonado por esse moleque.

07/jul/2008
O Vitor agora tem pouco mais de dez meses e está um barato! Já dá gargalhadas de rolar no chão, está engatinhando pra caramba, já fica em pé apoiando no berço e ensaia algumas palavras em lingua de bebê, como “gá-gá”, “dé-dé”, “lá-lá” e outras assim. Também já reage a um duelo de gemidos, onde eu ou a Carlinha damos um gemido qualquer e ele responde parecido, ficando cada um gemendo por sua vez. É bem legal!

1 Comentário 25 de agosto de 2009

Dúvida Tolkiana

Pessoal, em um momento de ócio, ontem à noite, pensando sobre o mundo de
O Senhor dos Anéis, fiquei com uma dúvida…

Já que o sobrenome do Bilbo foi traduzido nas edições brasileiras de Baggins para Bolseiro, será que o original correto para o Frodo não seria Fruck?

Apenas curiosidade. :)

Abraços a todos, Miro

1 Comentário 22 de julho de 2009

Os Harlem Globetrotters não são mais os mesmos

É pessoal, a triste verdade é essa… acabo de voltar do show dos Harlem Globetrotters em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera, e tenho que admitir: eles não são mais os mesmos. Claro que não estou falando da trupe, pois ela sempre muda. O ponto é que eles não têm mais o mesmo brilho. As coreografias estão bem mais enlatadas e a estrela da noite foi o boneco mascote, que fez realmente o público se divertir.

Estou decepcionado. Não sei se é só porque o tempo passou, ou se as minhas referências mudaram (NBA, SlamBall, etc), mas eu não gostei do espetáculo. Raios!

Bom, foi só um momento de revolta, que eu aproveitei para retomar os artigos do Blog.
Beijos a todos, Miro.

Deixe um comentário 21 de junho de 2009

Sou louco por Aloo Patra

Perto de casa, na rua Fradique Coutinho, tem um restaurante vegetariano com viés indiano chamado Maha Mantra. Eles fazem, de tempos em tempos, um curso de culinária para ensinar o preparo de diversos pratos servidos por eles.

Pois bem, como sou fã do restaurante, me inscrevi na última turma, que ocorreu no domingo do meu aniversário, 29 de março último. Lá, aprendi a fazer vários pães integrais — e pretendo fazê-los ao vivo para os amigos na próxima oportunidade — e também uma espécie de mini-rocambole salgado chamado Aloo Patra (ou Alu Patra). E é sobre este último que vou falar.

Aloo Patra é simplesmente a coisa mais deliciosa que eu comi nos últimos tempos. Tudo começa com a massa, feita do zero com a mistura de farinha de trigo com Ghee — uma espécie de manteiga filtrada. Depois de sovar um bocado e de espalhar com rolo sobre a pedra uma camada bem fina de massa, aplica-se o recheio composto apenas por coco ralado, salsinha fresca picada e batata amassada. Depois, o rocambole é enrolado e fatiado em rodelas de 1 a 2 cm, mais ou menos. Eles fritaram essas rodelas no mesmo Ghee, mas eu besuntei em casa com azeite extra virgem e fiz no forno. As duas formas ficaram deliciosas!

Se você vier a Pinheiros, não deixe de conhecer o buffet do Maha Mantra — do tipo ‘sirva-se à vontade’ por um valor fixo — e, se tiver sorte, vai ser no dia do Aloo Patra.

Eu tirei uma foto da versão frita no Ghee. Depois eu publico neste mesmo post — esta acima é só para ilustrar, peguei na web.

Em tempo, não sou vegetariano, mas sou apreciador do paladar e da leveza dos pratos. Costumo fazer ao menos cinco refeições vegetarianas, entre as 14 (em média) da semana. Desde que aderi a este hábito, já perdi cerca de cinco quilos, sem mudar mais nada — continuo sedentário e comedor de pizza.

Deixe um comentário 2 de abril de 2009

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