Veja as principais datas na história do computador pessoal Aos três anos de existência, EstanteVirtual.com.br alcança 1200 sebos

Profissional que reduz o ritmo após alcançar certo patamar financeiro está errado. Será?

8 de Janeiro de 2009 às 08:01 Miro Leite  | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 663

Já que na categoria “Gestão” (que também inclui estratégia, liderança, carreira e afins) eu muitas vezes vou defender as boas práticas sobre o assunto, achei justo fazer em meu primeiro post um meio-contraponto a um artigo HSM enviado no boletim Management News desta semana. Trata-se do artigo A grave doença de sentir-se garantido, onde um especialista em vendas é criticado quando sua ambição de crescimento é reduzida assim que o “patamar de vendas que ele atingira dava o ganho que almejava para manter-se” de forma satisfatória.

Ora, se não tomar-se o devido cuidado na leitura do artigo, o leitor pode pensar que o único objetivo digno a ser almejado por qualquer profissional é chegar a CEO um dia, o que não é verdade. Claro que a vida profissional de qualquer ser humano é uma constante briga contra a zona de conforto, mas daí a se afirmar que um profissional que tira o pé do acelerador ao atingir certo patamar está errado, a distância é grande. As pessoas podem continuar com suas metas e ambições e ainda assim se permitir um período de inversão de prioridades, onde ele equilibraria um pouco as pendências de tempo com a família e amigos, enfim, com sua vida pessoal — que na verdade, é o que realmente deveria importar.

Claro que o artigo faz algum sentido e que devemos constantemente manter nossas iniciativas alinhadas às nossas metas e ambições, mas ficar algum tempo em velocidade de cruzeiro para recarregar as baterias também pode ser útil, e por vezes necessário. O problema, neste caso, é que as empresas não exatamente podem se dar ao luxo de aceitar este retrocesso, pois isto impacta diretamente nos lucros do período. Neste caso, é necessário que seus superiores, de preferência devidamente treinados para tal, façam feedbacks com o profissional em questão, deixando claro que seu comportamento não está alinhado ao que a empresa espera dele (pois ele próprio pode não ter percebido o impacto, uma vez que pode ainda estar hipnotizado pelos recentes resultados positivos) e que ele precisa retornar ao que ele já demonstrou ser capaz de fazer.

E apenas para finalizar, seguem três colocações sobre o tema do artigo:
1 - Sempre diga não à zona de conforto, mesmo quando a tentação for grande;
2 - Não interessa o que digam sobre suas possibilidades profissionais, nunca negligencie sua vida pessoal; e
3 - Se julgar que seu mundo de hoje está incompatível com o que você gostaria de estar fazendo daqui a três ou cinco anos, porque não tenta se planejar para fazer um sabático? Tirar alguns meses para repensar sua situação profissional (e também a espiritual, por que não?) pode ser a virada de bandeira que sua vida estava esperando.

Abs, Miro.

Publicação arquivada em: Gestão

Enviar por e-mail | Hits para esta publicação: 664

2 Comentários Faça seu próprio

  • 1. Augusto  |  9 de Janeiro de 2009 às 17:27

    Perfeito!!

    gostei dessa parte: “único objetivo digno a ser almejado por qualquer profissional é chegar a CEO um dia, o que não é verdade”. Por duas vezes, quando mudei de emprego, executivos de “alta patente” me falaram que eu estava fazendo bobagem pois eu tinha ótima oportunidade de crescimento naquelas empresas. Blá blá blá, sim, tinha crescimento, só não era na direção que eu queria! :-)

    Agora, um sabático viria a calhar para uma “revisão de plano de vôo”, o problema é achar fundos para fazê-lo, não é mesmo?

    []s

  • 2. Miro Leite  |  10 de Janeiro de 2009 às 00:26

    Augusto, realmente é uma decisão difícil a se tomar quando o encarreiramento está claro, mas em uma direção não exatamente ideal. O prazer de se fazer exatamente o que se gosta, como diz a campanha do MC, “não tem preço!”

    Você é um cara que dá orgulho a todos que te conhecem, e eu não sou exceção. Você teve a coragem de se libertar e não tenho dúvidas de que você não tem mais limites. Vai fazer o que quiser, quando quiser e do seu próprio jeito. Parabéns novamente!

    Abração!

Deixe um Comentário

Requerido

Requerido,escondido

Linkar esta publicação  |  Assine os comentários via o RSS


Meta